quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

PREVISÃO 2011


REGÊNCIA DE: ÒSHUN IJIMUM- OSHOSSI– OSHUMARE

É sempre bom informar que o calendário africano o Ano Novo começa em 1° de março, segundo a literatura especializada em história da África. O mesmo ocorrendo com as comemorações afro-místicas, começando sempre com Ògún a abertura dos festivais do Ano Novo. Como este calendário místico foi impossibilitado de ser implantado aqui no Brasil, os curandeiros do final do século XIX optaram por fazer modificações dos seus cultos passando então, a promoverem suas datas festivas de acordo com o nosso calendário oficial; colocando assim a regência do ano nas mãos de duas pretensas famílias distintas de oríshas: a família de Ògún e a de Shàngó.

Òshun Ijimum é considerada a mais velha ninfa da água doce e governa as profundezas dos rios, lagos, lagoas, foz, etc. A quem afirme que ela é uma mutação de Òshun Karê, e que foi adotada pela cultura Gege com o nome de Aziri-Tobôssi. Ela comanda o Tempo sobre a matéria e por isso está sempre jovem, traz em uma das mãos uma adaga e na outra uma serpente. Ijimum trazendo a modernidade e a juventude trará também a continuidade da evolução da engenharia genética, e da ciência como um todo. A tecnologia estará em alta. Todavia, o mais importante para ela é saúde e a beleza natural.

Òshún Ijimum traz Gunda-Meji senhor sonhador e dono das Ideias Profundas, da Realidade Inteligente, é preciso ressaltar que ele é um conquistador das políticas sociais, portanto esta área continuará avançando. Teremos menos fome no mundo. Mas é preciso dizer também, que ele traz consigo Obará princípio ativo de Eshu o senhor da Inteligência, da Fertilidade, do Progresso e Decadência e da Evolução e Involução. Obará terá a função de buscar aqueles que receberam e não dividiram, e por isso terão que perder tudo e um pouco mais. Observação: não se agrada Obará sem agradar seus quinze irmãos, sob a pena de perder tudo que ele deu. Junto a Obará vem Ossá e Ejilá, os quais irão sustentar as mesmas previsões de 2010, já que ambos são de origem marinha. Junto a Òshun, Ossá e Ejilá vem com a função de modificar a mentalidade dos jovens, prevenir a gestação precoce e minimizar os índices de doenças. As Ciências Humanas continuarão a evoluir cada vez mais. Continuarão os conflitos políticos em países da Ásia e do Oriente Médio, e é bem possível que em conseqüência disso em um deles aconteça um trágico desfecho. Ejilá e Ossá também promoverão a queda de dois grandes lideres mundial, ou por revolta popular ou por confronto.

Ijimun traz Oshossi como mediador, pois ele comandará Oyekú-Meji, que está ligado à vida e à morte dos embriões; ele representa o líquido que envolve o feto no ventre da mãe.

Oshossi também traz Hownse, que traz fartura, progresso, e sucesso em conseqüência de muito trabalho. Mas como Hownse vem com Laansã- Laaxe e Obará é preciso chamar a atenção também para escassez motivado pelo clima. Haverá muito conflito agrário.

Este é um ano que para evoluir não se poderá contar com a sorte e sim com uma inteligência criativa para obtenção de poder. Oshossi traz as oportunidades, mas para isso é preciso saber o que se quer e como se quer, tudo dependerá de como se faz o uso da inteligência e como se luta para chegar aonde almeja. O progresso chega mas, é preciso saber mantê-lo. Um bom planejamento será a base para qualquer tipo de evolução.

Oshumare Senhora do Arco-Íris. Deusa da Transformação e da Evolução é dado a ela a responsabilidade de alimentar harmonizar o mundo. Traz consigo Ossatíniko promovendo a transformação, buscando a razão e alimentando as emoções. Ossatíniko vem com Asheturá que representa a corrida do ouro, da fortuna, porém sem a preocupação com os meios, isso traz a vantagem de conseguir, de se vangloriar, mas por pouco tempo, pois logo tudo que conseguiu logo se perde. Quem acompanha Ashetura é Okaran e este odú é altamente negativo, perigoso, principio ativo de Oya e Eshu que virá para comandar os desastres naturais que acontecerão com mais intensidade, assim como o fogo, o vento e as água irão cobrar caro pela falta de responsabilidade no mundo. Já o Brasil por estar em uma das pontas do quadrante será poupado em grande parte.

Como Okaran é um odu ligado a Nanan e vem fechar o ano junto a Oshumare ele será negativo para s filhos de Omulu, Obaluaye, Shàngó e para os próprios filhos de Oshumare, os quais estando com sérios problemas deverão alimentar Okaran e Ossatiniko. O amor para estes é inexistente, pois neste ano eles farão tudo como jogo de interesse na luta pelo poder, até a traição será válida na cabeça deles.

Já os filhos de Ògún, Yemonja, Oya, Oba, Eshu serão beneficiados em quase tudo, salvo se estiverem em dívidas com seus oríshas. É aconselhável que os filhos destes oríshas duas ou três vezes neste ano, passem dinheiro pelo corpo e ofereçam este para alguém na rua. Obs. Dinheiro é cruz, transforme algum do seu em beneficio de alguém.

Os filhos de Òshun estarão bem cotados nos meios sociais e estarão bem protegidos e vigiados a cada segundo por Ossá e Ejilá que neste caso representam o Tudo ou Nada. É preciso decidir entre a fantasia e a realidade, se auto encontrar. O amor paira no ar, porém encontrá-lo será outra coisa.

Os filhos de Oshossi terão o privilégio de terem sempre uma saída para tudo, estarão protegidos contra a morte, mas não contra as doenças. Já o mesmo não acontecerá com os filhos de Ode, pois Obará irá lhes cobrar tudo que este ganhou e não dividiu.

Amor e indiferença predominarão em todos os aspectos da vida dos filhos de qualquer orísha, pois nestes momentos para s Odus que respondem por estes sentimentos o que mais importa é a sobrevivência, salvo os filhos de Nanan e Oshala que estarão acomodados com relação a afetividade.

Para agradar Ijimum nada melhor que frutos de água doce, feitos à base de óleo e azeite e simbolizá-la com uma, duas ou três bonecas lindas como ela, ou então com uma adaga e uma serpente decorativa. Estas oferendas deverão ser entregues na cabeceira do rio, de um lago ou lagoa, sobre uma linda toalha. Boa sorte.